HA PESSACH
(A PÁSCOA)
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É bom olharmos para o que a Palavra do Eterno diz a respeito
dessa festa, quem a criou, para que e para quem ela foi destinada.
Antes de continuar a ler, pegue sua Bíblia e venha passear
por ela, aprendendo com Espírito Do Senhor sobre essa Festa
maravilhosa !
Em Shemot (Êxodo)12 encontramos o primeiro
relato bíblico desta festa. Vamos examinar este texto.
Estavam Moisés e Arão ainda no Egito
quando o Senhor lhes falou sobre esta Festa e também sobre
a contagem do tempo. No versículo 2, D'us determina que o ano
de Seu povo começaria no mês vigente, Nissan (ou Abib).
Portanto, a contagem do tempo para Seu povo começava com os
preparativos e comemoração de PÊSSACH.

A primeira vez que
o Povo de D'us guardou essa Festa foi singular, porque eles estavam
vivendo seu próprio livramento da escravidão no Egito.
Eles praticaram todo um ritual que culminaria com sua saída
numa fuga, apressada.
O que eles tiveram que fazer? Quais os rituais?
Primeiramente, cada família tinha que separar
um Cordeiro, para um sacrifício muito significativo. Isto foi
feito no dia 10 do mês de Abibe (Nissan, entre Março
e Abril) (v 3). Esta escolha teria que ser feita com muito critério.
Um animal de um ano, perfeito, macho, que seria comido por toda a
família, ou por duas famílias pequenas.
No 14º dia do mês, ao pôr do sol
(versículo seis) esse cordeiro era sacrificado, seu sangue
passado nos umbrais e vergas das portas das casas, sua carne grelhada,
e por fim seria comido.
O cordeiro seria grelhado inteiro, seus ossos não
podiam ser quebrados e nada dele podia sobrar.
Por que tanto cuidado na escolha, preparo e consumo? Porque esse cordeiro simboliza Cristo, o Machiach, como está escrito em I Coríntios 5.7b "Porque MASHIACH, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós".
Porque comer todo o Cordeiro? Pois, Ele,Yeshua, representando o Cordeiro Santo de D'us, deve ser totalmente absorvido. "Tudo" que Ele é, e disse, tem que ser absorvido, assimilado e aceito por nós.
Por que a aspersão de seu sangue nos umbrais e na verga da porta de suas casas? Para marcá-las como casas resgatadas pelo Eterno. O sangue era o sinal desse resgate, livrando-a do anjo da morte. Assim como o Sangue de Cristo, nosso Cordeiro Pascal, nos cobre, purifica e livra da morte eterna. ( Outras citações sobre sinais em umbrais da porta de casa, e do coração: Gn 4:7 e Dt 6:9 )
I João 1:7 diz, mas, se andarmos
na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com
os outros, e o sangue de Yeshua, seu Filho nos purifica de todo pecado.
Romanos 5: 8 Mas Deus dá prova do seu amor
para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo
morreu por nós.
9 Logo muito mais, sendo agora justificados pelo
seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.
De acordo com o Êxodo, o pessach deveria ser comemorado na lua cheia. É interessante notar que foi muito vantajoso para os israelitas deixarem o Egito numa noite de lua cheia.
Outros elementos complementavam a ceia dessa noite
especial: pães sem fermento (Matzah) e ervas amargas (Marór).
Está escrito em I Coríntios 5.8 "Pelo
que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o
fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos
da sinceridade e da verdade". YESHUA falou sobre o fermento dos
fariseus e saduceus, que é a hipocrisia e do fermento de Herodes
- veja Lucas 12.1 e Marcos 8.15.
As ervas amargas simboliza a opressão que
havia sobre o Povo de D-us.
A postura para se comer também foi estabelecida
por D'us : vestidos para viagem, porque eles sairiam a qualquer momento
daquele lugar.
E assim foi feito. Depois de uma noite em vigília,
comendo apressadamente do Cordeiro, ouvindo o lamento das famílias
egípcias pela morte dos seus primogênitos, esse povo,
que durante tanto tempo foi oprimido pelos egípcios, sai apressadamente
dessa terra de escravidão para a liberdade, rumo a lugar que
D'us escolhera para eles se estabelecerem, a Terra Prometida, herança
eterna de Ha Shem.
A partir desse acontecimento, todos os anos, no
primeiro mês, ao Povo de D'us é dado o privilégio
de participar de Sua Festa, PÊSSACH, uma celebração
perpétua (14), um culto de sacrifício da Páscoa
do Senhor (27)
Portanto, a cada ano, por ocasião de PÊSSACH
devemos responder à convocação divina fazendo
o seguinte :
· Retirando todo fermento de nossas casas
- versículo 15, 19
· Comendo somente pães ázimos
durante 7 dias (15,19) do dia 14 ao dia 21 de Nissan (18)
· Não trabalhando, exceto para preparar
alimentos, tanto no primeiro como no sétimo dia (16)
· Celebrando ao Senhor congregacionalmente,
no primeiro e no sétimo dia (16)
· No dia 14 de Nissan, comendo em família,
o cordeiro, pães ázimos e ervas amargas, celebrando
a Redenção que nos foi dada por Yeshua Ha Machiach (8)
· Nessa noite lembrar o livramento dado ao
Povo de D-us quando escravo no Egito (25 a 27). Importante notar a
direção do Senhor, em ensinar aos filhos sobre esse
evento, durante a cerimônia. (26)
Junto com PÊSSACH temos a Festa dos Pães
Ázimos, celebrada a partir do 15 dia, por 7 dias, quando devemos
:
· Manter fermento fora de nossa casas
· Comer somente pães ázimos
· Apresentar a cada dia uma oferta queimada
ao Senhor.
Os sacrifícios e ofertas
tem como base a Adoração do Eterno, a gratidão,
o perdão.
O que é Oferta Queimada ao Senhor ? Em Vayicrá
(Levíticos) 2: encontramos os elementos q compõe essa
oferta, também chamada de Oblação ou Oferta de
Cereais, ( MINCHÁ - homenagem) a saber: flor de farinha, azeite,
incenso. Podiam ser feitos bolinhos, bolos, sempre
sem fermento e mel (11), mas sempre temperada com sal (13), símbolo
da aliança com o Eterno. Interessante notar que o sal inibe
a ação do fermento, conserva os alimentos.Traçando
um paralelo, quanto mais estamos dentro da aliança com o Eterno,
mais fácil vencemos o pecado, simbolizado pelo fermento. YESHUA
chamou seus seguidores de "sal da Terra "
O ritual dessa oferta era entrega-la ao sacerdote
que queimava parte desses elementos no altar e comia o restante dela
com os outros sacerdotes. Essa oferta é considerada "santíssima,
memorial, de cheiro suave ao Eterno" 2,3,10)
Portanto, durante sete dias, devemos adorar a D-us
com nossas ofertas de cereais. Esses elementos devem representar nossa
vida limpa, purificada e santificada, cheia do Espírito Santo
(azeite) e de oração (incenso).
Há uma lei específica que determina
quem pode participar dessa festa. Vamos examinar ainda Êxodo
12:43-50.
· 43 - nenhum estrangeiro participa dessa
festa, (45) forasteiros e assalariados não podem participar
dela
· 44 - escravo comprado e circuncidado poderá
participar
· 48 - um prosélito pode participar
se quiser, precisando para isso circuncidar-se também.
· 48 - nenhum incircunciso poderá
participar de PÊSSACH, seja natural seja estrangeiro.
Como ficamos então diante
dessa lei ?
1- Vamos encontrar a resposta em Romanos
4.11 q declara ter Abraão recebido o sinal da circuncisão,
selo da justiça da fé, para que fosse pai de todos os
que crêem, estando eles também na incircuncisão.
V 12 diz q primeiro Abraão creu e depois foi circuncidado;
ora, a fé vem antes da circuncisão. Esse é um
dado muito importante. Os descendentes de Abraão são
todos aqueles que recebem as promessas pela fé e não
pela lei. Indo para Romanos 2.29 entendemos que o judeu é aquele
que primeiro o é no interior, circuncidado no seu coração,
pelo Espírito do Senhor. Interessante isso. Aqui encontramos
um ensino que parece novo, mas não é, porque isso aconteceu
com Abraão, que primeiro creu em D'us e em tudo que ELE disse
e depois, por crer, obedeceu a tudo que ELE ordenou. E uma de suas
ordens foi "que todo macho fosse circuncidado", lei essa
prontamente obedecida por Abraão, cujo coração
já tinha sido circuncidado pelo Espírito Santo. Ainda
examinado Romanos 2:25-29, observamos que alguém circuncidado
fisicamente é considerado incircunciso se desobedece a lei
de D-us, e um incircunciso fisicamente, ao obedecer a lei de D-us
tornar-se um circunciso. (25-26). Por conseguinte, todo aquele que
deseja obedecer a D'us acaba não podendo ignorar a lei de PÊSSACH
que vimos acima, a necessidade da circuncisão física.
Romanos 3.31 traz uma pergunta que passa pelo nossa cabeça
"Anulamos, pois, a lei pela fé? "E logo a seguir
vem a resposta ": de maneira nenhuma! Antes confirmamos a lei"
. Você pode estar lembrando de Atos 15 que nos conta sobre a
pressão que alguns nossos irmãos exerciam sobre os recém-convertidos
gentios dizendo "se não vos circuncidardes, conforme o
rito de Moisés, não podeis ser salvos" . Esse ensino
é totalmente contrário a lei de D'us nos seguintes pontos:
1º - Circuncisão não era um rito de Moisés, mas uma LEI do Eterno e como tal deve ser obedecida.
2º - Circuncisão não é a condição para a salvação de ninguém, mas sim o crer em YESHUA HA MACHIACH.
3º - Circuncisão é selo da aliança com D-us e como tal deve ser considerada e desejada (veja novamente Rm 4.11). Voltando para Atos 15 lemos as recomendações aos recém-convertidos. Veja versículo 20 - abster-se das contaminações dos ídolos, das prostituições, do que é sufocado e do sangue. A circuncisão nem sequer é citada, por uma razão muito clara, contida no versículo 21 onde está escrito que tudo que Moisés escreveu é pregado em cada cidade e a cada sábado, lido nas sinagogas. Portanto, cada convertido poderia buscar nesses lugares o conhecimento necessário para obedecer ao Eterno no que diz respeito às Suas Leis,Ha Torah, que inclui o ritual da circuncisão.
2- Josué, já
na terra prometida, circuncidou a todos e somente depois disso comemorou
PÊSSACH. (Josué 5.7-10). Estando todos circuncidados
disse o Eterno: "Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio
do Egito". O que o Eterno estava dizendo com isso ? Agora o povo
estava aliançado com ELE que podia cumprir Sua promessa (Gênesis
17 ) na vida deles :
a. ELE os faria multiplicar-se (2)
b. Nações e reis sairiam do meio deles
(6)
c. Daria toda a terra de Canaã em perpétua
possessão ( 8)
d. Seria o D_us deles (8)
e. A circuncisão era o sinal de que essa
aliança estava valendo entre o Eterno e aquele povo(11)
f. O Eterno esperava que essa aliança fosse
respeitada pelo Seu povo (10)
g. Não circuncidar-se é violar essa
aliança (14)
Em Bamidbar (Números) há
o relato da segunda comemoração de PÊSSACH ainda
no deserto. Aconteceu porém de alguns homens estarem impuros
por causa de um morto, mas desejarem participar de PÊSSACH.
Então, o Eterno diz que havendo alguém impuro ou em
viagem, celebraria PÊSSACH aos 14 dias do mês seguinte.
Fica bem claro que uma limpeza completa é necessária.
Em nós, através de arrependimento e confissão
e em nossa casa , retirando todo fermento.
Também que se alguém em condições, deixava
de cumprir PÊSSACH, estava pecando e era banida. (13)
Mais uma vez é enfatizada a necessidade de celebração
de PÊSSACH segundo o estatuto e o rito dado pelo Eterno. (14)
Até aqui examinamos textos
narrando direções do Eterno para seu povo ainda no deserto,
mas em Devarim (Deuteronômio) 16.5 determina que o sacrifício
do cordeiro seja feito no lugar que o Eterno escolher, onde também
deverá ser comido.
Estabelecidos em Canaã, misturando-se aos
vizinhos pagãos, Israel deixou de lado seu compromisso com
o Eterno, quebrando a Aliança com ELE. Em II Crônicas
29 e 30 o rei Ezequias reparou a Casa do Senhor, restabeleceu o serviço
sacerdotal e levítico, a adoração congregacional,
e a comemoração de PÊSSACH e Festa dos PÃES
ÁZIMOS.
Notemos a grande limpeza e consagração
feita (29.15-19). Com muita alegria, cânticos, júbilo,
inclinando-se, prostrando-se e adorando, o povo manifestava-se diante
do Eterno.
Após isso vem a convocação
para a Festa, realizada no segundo mês, por falta de tempo para
purificação de todos e locomoção para
Jerusalém (30.3) Alguns comeram da Páscoa sem estarem
limpos, mas Ezequias, orou por eles e D-us os sarou! (30.18) - aprendemos
aqui a importância de estarmos limpos, porque a desobediência
traz conseqüências, mas a intercessão traz a cura
de D'us.
Aprendemos aqui a comemorar com muita alegria (30:21-26).
A alegria era tanta que o povo decidiu estender a comemoração
por mais sete dias. Não há peso, nem tristeza nessa
Festa do Eterno. Por que? Estavam limpos, tinham se submetido ao ritual
de PÊSSACH fielmente e tinham um líder comprometido em
cumprir a risca toda a lei do Eterno. Há o espírito
de Alegria sobre todo aquele que O honra, obedecendo suas ordenanças.
A conseqüência final está no capítulo
31. Aquele povo saiu pelas cidades destruindo toda idolatria que encontravam
pela frente, e voltou a cumprir as leis dos sacrifícios, dízimos
e ofertas ao Eterno e o Senhor abençoou o Seu povo (31.10,21)
Você pode ler II Crônicas 35 outra comemoração
de PÊSSACH muito maravilhosa.
Em Mateus 26.17-30 e Lucas 22:7-23
aprendemos com YESHUA mais preciosidades sobre PÊSSACH. Circuncidado
ao oitavo dia (Lucas 2.21), vivendo em santidade, cumpridor da lei
(Mateus 5.17), YESHUA participa de PÊSSACH numa casa, apesar
de existir um templo em Jerusalém. Cumprindo a lei, toma um
cálice de vinho, dá graças e diz: Tomai-o e reparti-o
entre vós". Este é o cálice da comunhão
que só NELE podemos ter uns com os outros. PÊSSACH é
uma festa de comunhão, da família e da comunidade. Cumprindo
a lei, parte o pão ázimo, deu graças, distribuiu
entre seus discípulos e declarou : "Tomai e comei, isto
é o Meu Corpo" O pão da aflição (Dt
16.3) simboliza Seu Corpo, partido por nós, moído por
nossas transgressões.
Cumprindo a lei, depois de comer do cordeiro e ervas-amargas,
pegou um cálice de vinho (libação), e disse :
"Esse é o cálice da aliança no Meu sangue
derramado por vós" . YESHUA proclama o poder de Seu sangue
sobre nós, para remissão dos pecados (Mateus 26.28);
a comunhão do Seu sangue (I Coríntios 10.16).
Em Jeremias 31.33-34 encontramos o conteúdo
dessa aliança no Seu sangue: "Porei a minha lei no seu
interior e a escreverei no seu coração. Eu serei o seu
D'us e eles serão o meu povo. "Porque todos Me conhecerão"!
Pois lhes perdoarei sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus
pecados".
YESHUA fez mais alguma coisa surpreendente, lavou
os pés de Seus discípulos (João 13:1-20), declarando:
"Se Eu não te lavar, não tens parte comigo"
e ainda "vós deveis também lavar os pés
uns dos outros" e "Eu vos dei o exemplo para que façais
o que Eu fiz" e "bem aventurado sois se fizerdes estas coisas
".
Cumprindo a lei, YESHUA foi preso, crucificado,
Seu sangue foi derramado, foi sepultado e ressurgiu. Deixou-nos um
memorial. Toda vez que bebemos vinho e comemos pães ázimos
numa cerimônia do ETERNO, devemos fazer em memória de
YESHUA até que ELE venha! Maranata ! (I Coríntios 11.26).
Está claro pra nós que o ritual de
PÊSSACH começa no íntimo de cada um de nós
e se manifesta nos elementos exteriores, nessa ordem. Há posições
a serem tomadas, um ritual a ser seguido, que começa em Êxodo
e termina em João. O centro dessa comemoração
é o ETERNO. Dele é esta festa. Nela celebra-se o Plano
Redentor do ETERNO em YESHUA HA MACHIACH, a saída do Egito,
símbolo do reino das trevas, para a Terra Prometida, símbolo
do reino da Luz, o MACHIACH. Participa dela todo aquele que é
verdadeiramente povo, o Israel de D'us, conhecido pelo selo da circuncisão
espiritual e física, que o identifica como herdeiro da Aliança
do Eterno com Abraão e resgatado pelo Sangue do Cordeiro, que
o torna participante da Aliança com o ETERNO.
Estão ligadas ao Pessach:
" Contarei para vós a partir da véspera da segunda noite de Pessach, quando o omer de grãos deve ser trazido como oferenda, por sete semanas completas. O dia seguinte depois da sétima semana da tua contagem deverá ser o 50º." ( Levítico 23:15-16)
O período de Omer, que dura
sete semanas e se estende até Shavuot, inicia-se na
segunda noite de Pessach. Quarenta e nove dias separam estas duas
datas e a Torah nos manda contar esse período. A contagem é
conhecida como Sefirat Ha Omer.
Esta contagem inicia-se com a saída do Egito,
Mitzrayim. Segundo o Talmud, no Egito, os Filhos de Israel
haviam perdido não apenas a sua liberdade como também
a sua espiritualidade.
Encontravam-se no mais baixo nível de espiritualidade,
e os 49 dias teriam servido de preparo espiritual para que estivessem
aptos a receber a Torah no Monte Sinai.
Era uma tarefa enorme a ser cumprida - fazer com
que uma população escravizada e oprimida, que vivera
centenas de anos sob a influência do paganismo egípcio,
alcançasse os altos graus de espiritualidade para receber a
Lei.
Dizem nossos sábios que, em Pessach, cada
judeu deve considerar como se ele mesmo tivesse sido liberto da escravidão
do Egito.
Mitzrayim (Egito em hebraico), significa
estreito, limitado, um espaço pequeno. Representa os caminhos
pelos quais nós, como indivíduos, dificultamos nosso
crescimento espiritual. Em cada palavra e letra da Torah, ela nos
dá uma diretriz que nos ensina como buscar um crescimento interior
e uma transformação em D'us.
Um modo de fazer a contagem do Omer
A contagem deve ser
feita após aparecer as estrelas, quando um novo dia começa.
A contagem do Omer tem início com o Salmo 67,pois este
contém alusões aos 49 dias da sefirá.
Baruch Ata Adonai, Eloheinu Melech Haolam, asher
kideshanu bemitzvotah, vetsivanú al sefirat Ha Omer.
Bendito és tu, Eterno, nosso D'us Rei do
Universo que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste
a contar Omer.
Em seguida, diz-se o número de dias da contagem,
como mostra o exemplo.
Hoje é primeiro dia da contagem do Omer;
Hoje é segundo dia da contagem do Omer;
Hoje é sétimo dia da contagem do Omer,
ou seja, uma semana...
...até o último dia.
Hoje é 49º dia da contagem, ou seja,
sete semanas.
Mais detalhes podem ser encontrados no Sidur.
"Contagem do Omer",
e "Um modo de fazer a contagem do Omer", extraídos
da revista Morashá Nº 32 - Abril de 2001
No 15º dia de Nissan, primeiro
dia da Festa dos pães ázimos, entrega dessa oferta -
Lv 23.11- começar a contagem das sete semanas no 15º dia
de Nissan .
Consistia no 50º dia, uma nova oferta de cereais.
Motivo: colheita ser abençoada
OFERTA DE PRIMÍCIAS
- Lv 23.9-17
Uma cesta com os 7 principais frutos da terra: trigo,
cevada, figo, uva, romã, azeitona, tâmara. Entregue ao
sacerdote, no templo.
:: O QUE QUER DIZER PESSACH? ::

Pasah - Passar por cima, saltar por cima.
Termo derivado
Pesah. Páscoa
- O nome "pessah", deriva de "pasah", que significa,
segundo alguns estudiosos, "passar (por cima/ por alto)".
Além dessa etimologia (Estudo da origem e formação
das palavras de determinada língua. 2. Origem de uma palavra
ou vocábulo; étimo.) de pesah, algumas outras existem.
1. Deve ser ligada à raiz "pasah",
mancar, coxear, e nesse caso a páscoa indicaria uma dança
religiosa especial.
2. Alguns relacionaram "pesah", com o
verbo acadiano "pasahu", aplacar ou abrandar (uma divindade)
com um ritual.
3. Outros sugerem que "pasah" não
signifique em si mesmo "passar por cima ou por alto", mas
"defender ou proteger".
A etimologia tradicional e a terceira opção
parecem as mais plausíveis.
Extraído do Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento - Edições Vida Nova
Por ParaYeshua